O presidente do Flamengo, Bap, afirmou nesta quarta-feira (15) que o projeto do estádio próprio no Gasômetro não está abandonado, mas enfrenta entraves técnicos e jurídicos que impedem o início das obras. O dirigente revelou que, mesmo com os R$ 2,2 bilhões necessários, a construção dependeria de dois anos de descontaminação do terreno após a saída da Naturgy.
Em entrevista ao podcast Barbacast, Bap pontuou que o impasse com a estação de gás — que abastece 400 mil cariocas — e a tubulação ativa no subsolo tornam inviável qualquer intervenção imediata. A gestão atual já recalculou o prazo de inauguração para 2036, podendo estender ainda mais.
Bap descarta abandono do projeto, mas admite entraves
O presidente rubro-negro foi direto ao rebater críticas de que o estádio teria sido deixado de lado pela atual diretoria. Segundo ele, o Flamengo trabalha de forma constante e consistente no projeto, mas enfrenta variáveis fora do controle do clube.
É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Esse não é um projeto abandonado.
— disse Bap ao Barbacast
O dirigente destacou que o Mengão se sente em casa em todos os estádios do Brasil, com exceção de dois ou três palcos, o que reduz a urgência da obra. Ainda assim, garantiu que o sonho da casa própria segue vivo.
Naturgy e descontaminação travam início das obras
O principal obstáculo apontado por Bap é a estação de gás da Naturgy, instalada no terreno do Gasômetro. A estrutura abastece 400 mil moradores do Rio de Janeiro e possui tubulação ativa no subsolo, o que impede qualquer intervenção no local.
Enquanto eles não saírem dali, e esse é um problema da prefeitura, nós não podemos mexer naquilo. Tem tubulação ativa de gás ali embaixo.
— explicou o presidente
Mesmo após a retirada da estação, especialistas estimam que o terreno precisará de dois anos de descontaminação antes de receber as obras. Bap foi categórico: ainda que o clube tivesse os R$ 3 bilhões hoje, não poderia iniciar a construção por conta desse impedimento técnico.
Custo atualizado e prazo estendido até 2036
Estudo encomendado pelo Flamengo à Fundação Getúlio Vargas (FGV) calculou o custo final do estádio em R$ 2,66 bilhões, considerando inflação, contingências e insumos. A diretoria rubro-negra, porém, acredita que consegue reduzir o montante para R$ 2,2 bilhões com ajustes no projeto.
A gestão anterior assumiu compromisso de inauguração até 2029, mas a atual já entrou em acordo com a Prefeitura do Rio para recalcular o prazo para 2036, podendo estender ainda mais caso necessário. Bap reforçou que o atraso não representa desistência, mas sim adequação à realidade técnica e financeira.
Flamengo segue confortável no Maracanã
Enquanto o projeto do Gasômetro não avança, o Rubro-Negro mantém o Maracanã como sua principal casa. Bap afirmou estar absolutamente à vontade no estádio e destacou que o clube possui torcida majoritária em praticamente todos os palcos do país, com raras exceções como jogos contra o Corinthians em São Paulo.
A Nação Rubro-Negra aguarda desdobramentos sobre a saída da Naturgy e o início do processo de descontaminação, que devem definir os próximos passos rumo ao sonho da arena própria.
Via Ge Flamengo.
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