Leonardo Jardim apresentou sua estratégia para a intertemporada do Flamengo em entrevista à Fla TV, detalhando como pretende otimizar o trabalho com o elenco reduzido. Com dez jogadores ausentes — nove convocados para seleções e um lesionado — o técnico português optou por integrar atletas da base ao invés de buscar reforços pontuais no mercado.
Adaptação estratégica sem reforços de mercado
Jardim deixou clara sua filosofia de trabalho ao explicar que prefere moldar sua estratégia aos recursos disponíveis. O treinador comparou a situação a preparar uma refeição apenas com os ingredientes que tem à mão, ressaltando que não buscou jogadores diferentes para implementar um modelo específico.
O Flamengo atua, segundo o que eu acredito com estes jogadores. Com certeza não fui ao mercado buscar jogadores diferentes para construir um modelo que acho seja o meu.
— Leonardo Jardim, em entrevista à Fla TV
Esta abordagem reflete uma tendência de desenvolvimento interno, onde clubes apostam em formação de base durante períodos de convocações. Para o Flamengo, a estratégia significa ganhar mais um pulmão para o segundo semestre, quando o calendário intensifica com jogos a cada três dias.
Critério de desempenho acima da idade
No primeiro semestre, três jogadores da base foram utilizados: Araújo, João e Alacean. Em um elenco de 22 profissionais com dois atletas por posição, Jardim estabeleceu um critério claro de seleção baseado em competência, não em idade.
Não vai jogar por ser jovem ou não, mas por competência.
— afirmou o técnico
O treinador também comentou sobre a parada para Data FIFA, que considera forçada. Segundo Jardim, essa interrupção não resolve o problema de elenco incompleto, tornando ainda mais importante que os profissionais disponíveis consolidem as ideias coletivas e se preparem adequadamente para a sequência da temporada, quando o desgaste físico será intenso.
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